Sobre o livro
“Far-me-ão justiça cinqüenta anos depois de minha morte”. Freqüentemente, em seus momentos de afetuoso abandono,Oswald Wirth repetia-me esta frase. Ele morreu a 9 de março de 1943, há menos de vinte anos, e a justiça já lhe foi feita. Havia ela, aliás, cessado de ser-lhe rendida?
Seguramente, os jovens Franco-Maçons não o haviam conhecido, e seu nome era aureolado como uma espécie de lenda. A maior parte de suas obras estavam fora do comércio e eram vendidas a preços muito elevados aos raros adquirentes que a Fortuna havia favorecido com seus dons.
Falava-se dele de como uma sorte de santo da Franco-Maçonaria e, assim como acontece com os santos, a hagiografia esmorecia seus traços e seu pensamento sob o véu piedoso da fábula que ele não admitiu durante a vida, ele, que era a própria simplicidade.
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