O impacto dos ômegas 3 e 6 na periodontia: da patogênese à terapia adjunta com suplementação alimentar

Por Gisele Lago Martinez

Sobre o livro

A expressão dos ácidos graxos poli-insaturados de cadeia longa (AGPIs-CL) ômega (ω)-3 e -6 pode estar relacionada à patogênese da doença periodontal por influenciar a inflamação e imunidade.

A análise dos níveis séricos dos ácido docosahexaenoico (DHA), ácido eicosapentaenoico (EPA), ácido docosapentaenoico (DPA) e ácido araquidônico (AA) em pacientes com periodontite e gengivite mostra que a periodontite está relacionada a níveis significativamente mais elevados de todos os AGPIs-CL ω-3 e ω-6, principalmente do AA, e diferem com a presença da síndrome metabólica.

Sugerindo uma relação com a destruição do tecido periodontal, os níveis séricos dos AGPIs-CL são afetados pela gravidade de doença periodontal, assim como o tratamento periodontal com ou sem a suplementação alimentar com ω-3 afeta os níveis séricos destes.

A expressão de um painel de citocinas relacionadas a osteoclatogênese no fluido gengival e a densidade óptica do osso alveolar destes sítios refletem a gravidade periodontal e diferem com densidade óptica alveolar alterada.

Após tratamento periodontal associado ao ω-3, os efeitos específicos, como o nível da interleucina (IL)-4 aumenta e os níveis de osteocalcina, interferon-gama e IL-10 diminuem, sem que haja diferenças significativas entre os grupos para a densidade alveolar óptica e parâmetros clínicos.

A resolução da inflamação periodontal por meio da bioestimulação adjuvante com ω-3 é um dos caminhos para a regeneração dos tecidos periodontais.

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