O homem que não envelheceu

Por José Micaelson Lacerda Morais

Sobre o livro

Ao dormir aos quarenta e cinco anos e despertar vinte anos depois, um homem descobre que o tempo pode desaparecer — e, com ele, tudo o que dava sentido à vida. A mulher, os filhos, o corpo, a juventude — tudo ficou em algum lugar onde a memória já não alcança.

Entre o espanto e a resignação, percorre os escombros do próprio passado em busca de um sentido que o tempo apagou. O mundo mudou, os rostos mudaram, até as palavras parecem falar outra língua. O tempo, agora, é uma matéria estranha, feita de lembranças que se confundem com sonhos.

Então, o real e o onírico se entrelaçam numa meditação sobre o absurdo da existência, a solidão do envelhecimento e a delicada persistência do amor. Inspirado por ecos de Camus, Sartre e Kafka, o livro é uma viagem ao coração do nada — onde o silêncio das coisas revela, por contraste, a ternura trágica de ainda ser humano.

Porque, talvez, só as pedras sejam inocentes.

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