O GUaRDa ROUPa MaL aSSOMBRaDO: Poesia Oculta

Por Iram F. R. Bradock

Sobre o livro

O GUaRDa ROUPa MaL aSSOMBRaDO DENTRO DO MEU QUaRTO SÉRIE: POESIA OCULTA

O quarto é silencioso, mas… O guarda roupa não… Pois quando a luz se apaga… E a casa é silenciada…

Lá no guarda roupa aconteciam coisas (caro leitor!)… Além da nossa compreensão… Pois dentro do tal guarda roupa… Abria-se outra dimensão…

Alguns viajantes em tempo real… Pois o velho guarda roupa era uma passagem…

Portal espiritual desse mundo físico para não ou sobrenatural. Suas velhas e negras portas… Com macabros rangidos secos… Lambuzadas de ectoplasmas…

Devido a passagem forçada de um espectro obeso… Era um “novato” (sem a menor noção de que havia se tornado um fantasma)… Estava perdido, vagando inocente entre o além e a Terra… Está prestes a morrer pela segunda vez por falta de matéria etérea.

Depois da meia noite as horas se negam a passar… Suspensas em algum momento no espaço… O sono se torna pesado, atormentado devido às inúmeras entidades… Que transitavam no interior do meu quarto…

Ah, meu caro leitor das horas mais profanas! Alguma coisa me carregava para fora da minha cama… Se aproveitando do meu pesado sono… Lá dentro do velho guarda roupa portal/passagem para o submundo…

Onde se encontram entidades pesadas (demônios)… Já outros nem tanto.

Pois, lá dentro, nas profundezas… Havia gnomos, duendes e até um familiar… Em uma redoma recém-saída de um ovo… Já outro, um gênio que residia dentro de uma garrafa…

E o guarda roupa se agitava ainda mais… Como se lá no abismo interior houvesse uma reunião… Só que, de fantasmas. Não consigo me acordar! Uma misteriosa força não me deixava… E o meu espírito aprisionava no sétimo círculo inferior… Última das sete dimensões de fora do meu corpo… Dialoguei até com anões…

Ah, essas entidades mal criadas… Também haviam bruxas aprisionadas em corpos de gatos negros… Fadas diabólicas que não davam sossego… E a minha alma se esgotava…

Voltar para o meu corpo? Eles não deixavam… E, através de suas energias me sugavam… E por um segundo olho em volta…

De lá saiam rasos e altos espíritos, já outros voltavam… E os ponteiros eram inimigos não queriam passar…

Com muita vontade, após psicodélico combate, consegui libertar-me… Apenas com algumas palavras mágicas que consegui recitar… Caro leitor profano ou profano leitor… Em meu corpo minha consciência inteligente voltou…

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