O Grito da Alma Era segunda-feira, e a cidade já acordava em alvoroço. O som dos motores, o buzinar dos carros, as vozes apressadas nas calçadas — tudo misturado num mesmo ritmo: o da pressa . Cada um seguindo seu caminho, com o olhar perdido e o coração cheio de urgências. No meio da multidão, Marina caminhava apressada para o ponto de ônibus. Mãe solo, trabalhava em dois lugares e ainda tentava estudar à noite. Dormia pouco, comia às pressas e sorria por obrigação. Mas, por dentro, sentia um cansaço que nenhuma folga resolvia. O salário não dava, as contas não fechavam e a vida parecia um loop interminável entre o dever e a culpa. No mesmo ônibus, João , um homem de meia-idade, olhava pela janela com os olhos marejados. Tinha perdido o emprego há dois meses e ainda não contara à esposa. Todos os dias fingia sair para trabalhar, apenas para não vê-la preocupada. O silêncio do fracasso doía mais que qualquer bronca. E, enquanto o ônibus seguia, cada um ali carregava um peso invisível — o peso de um grito que não saía . O narrador, como um observador silencioso, descreve esse som abafado que mora dentro de cada um: o grito da mãe que não aguenta mais, do jovem que se sente insuficiente, do homem que não encontra propósito. Um grito que ecoa em silêncio, disfarçado em sorrisos automáticos e frases prontas: “tá tudo bem”, “vai dar certo”, “é só uma fase”. À noite, em casa, Marina serve o jantar aos filhos. O mais velho pergunta: — Mãe, por que a senhora vive cansada? Ela sorri, tentando esconder as lágrimas: — É a vida, meu filho… a gente tem que ser forte. Mas, no fundo, sabia que ser forte o tempo todo também machuca Enquanto isso, João caminha sozinho pela praça vazia. Senta num banco e observa o céu. Pela primeira vez em muito tempo, respira fundo e deixa as lágrimas caírem. Naquele instante, percebe que não é o único a se sentir perdido. Ao redor, pessoas passam com o mesmo olhar vazio — rostos diferentes, dores parecidas. “O mundo inteiro grita por dentro”, pensa. A história muda de tom quando ambos — Marina e João — se cruzam por acaso numa fila de atendimento social. Ela, tentando resolver um auxílio; ele, buscando uma vaga de emprego. Trocam poucas palavras, mas algo neles muda: ao perceber a dor do outro, cada um reconhece a própria humanidade. A partir dali, começam a conversar, se apoiar, trocar pequenas gentilezas. E é assim que o conto mostra o início da cura: quando a empatia substitui o egoísmo e o medo dá lugar à escuta. Com o tempo, os dois encontram novos rumos. Marina começa um curso gratuito de meditação e aprende a desacelerar. João, com ajuda de amigos, consegue um trabalho e volta a sorrir. Mas, mais do que conquistas materiais, os dois descobrem algo essencial: que a paz verdadeira não vem de fora — vem de dentro. O conto termina com Marina olhando o nascer do sol e pensando: “O grito ainda existe, mas agora eu sei ouvi-lo. Ele não é mais desespero — é força me chamando pra viver.” E o narrador encerra dizendo que o grito que vem de dentro de nós é o chamado da alma pedindo por leveza , lembrando que, em tempos de correria e desumanidade, o maior ato de coragem é parar, respirar e reencontrar a si mesmo. 💡 Mensagem central “O Grito Que Vem de Dentro de Nós” é um conto sobre o esgotamento emocional da vida moderna e a busca por equilíbrio interior . Mostra que o sofrimento silencioso atinge a todos — ricos e pobres, jovens e adultos — e que só através do autoconhecimento e da espiritualidade é possível reencontrar o sentido da vida. ✨ Moral da história O silêncio que cura é aquele que escuta o grito da alma. A paz não está em fugir do barulho, mas em entender o que o coração tenta dizer.
Características do eBook
- Autor(a): Sérgio Ciríaco de Freitas
- Categoria: Autoajuda
Amostra Grátis do Livro
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