O Foreign Office e sua influência na Península Ibérica: Lisboa, Madrid, Gibraltar (1919–62): … e quando Almirante Godfrey e seu adviser Ian Fleming (autor … Abwerh, do célebre almirante Canaris.
Por Álvaro Henriques do ValeSobre o livro
Entre 1919 e 1962, a Península Ibérica foi muito mais do que uma periferia política da Europa.
Portugal, Espanha e Gibraltar constituíram um espaço estratégico decisivo para a política externa britânica, ligando o Atlântico ao Mediterrâneo, a Europa ao Norte de África, e as rotas imperiais ao Canal do Suez, à Índia e ao Extremo Oriente.
Em O Foreign Office e sua influência na Península Ibérica: Portugal, Espanha, Gibraltar (1919-62), Álvaro Henriques do Vale acompanha mais de quatro décadas de relações diplomáticas, equilíbrios geopolíticos e bastidores do poder, analisando a forma como o Foreign Office procurou influenciar os acontecimentos políticos em Lisboa e Madrid, sempre atento à estabilidade da Península e à defesa dos interesses estratégicos britânicos.
A obra parte do ano de 1919, momento em que a República Portuguesa restabelece relações diplomáticas com a Santa Sé, num contexto europeu marcado pelo pós-Primeira Guerra Mundial, pela ameaça bolchevique, pela instabilidade italiana e pela necessidade de reorganização da ordem internacional.
A partir daí, o autor segue os fios que ligam Portugal, Espanha, Reino Unido, Vaticano, Gibraltar, Washington e África, mostrando como a diplomacia britânica acompanhou de perto a evolução dos regimes ibéricos, da Ditadura Militar portuguesa ao Estado Novo, da II República espanhola à ascensão de Franco.
O livro dedica especial atenção à Guerra Civil de Espanha, à neutralidade ibérica durante a Segunda Guerra Mundial e ao papel de Lisboa como plataforma diplomática e ponto de encontro de agentes, diplomatas e serviços de intelligence.
Neste tabuleiro surgem figuras como Salazar, Franco, Roosevelt, Kennedy, Samuel Hoare, Pedro Theotónio Pereira, Armindo Monteiro, Norton de Matos, Venâncio Deslandes e Ian Fleming, futuro criador de James Bond, associado aos bastidores da Operação Torch.
Mais do que uma história diplomática, esta é uma leitura geopolítica da Península Ibérica no século XX.
Através de memórias, despachos diplomáticos e fontes históricas, Álvaro Henriques do Vale revisita a importância de Gibraltar, da Aliança Luso-Britânica, do Tratado de Windsor, dos Açores, da NATO, da Guerra Fria e dos primeiros sinais de contestação ao modelo colonial português.
Com uma narrativa densa em personagens, episódios e ligações internacionais, este livro propõe uma interpretação original sobre a influência britânica nos destinos de Portugal e Espanha, revelando como decisões tomadas em Londres, Madrid, Lisboa, Washington ou Roma ajudaram a moldar a política ibérica entre as duas guerras mundiais, o pós-guerra e o início da década de 1960.
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