Sobre o livro
Este livro não foi escrito — foi expelido. Veio do fundo da garganta, entre vômito e reza. Cada poema é um dente perdido, uma carta deixada num altar sem nome, uma tentativa de sobreviver com palavras onde a carne falhou. Aqui não há respostas. Há restos. Há febre. Há fome.
Você está entrando num corpo. E ele ainda sangra. Sangra velho. Sangra novo. Sangra por tudo que não virou palavra. Mas, se escutar de perto, talvez encontre algo que se parece com você. Ou com o que sobrou de você. Ou com o que nunca deixaram nascer.
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Um livro que sangra. Um livro que ora sem fé. Um livro que grita no silêncio “O Evangelho da Fome” é mais que poesia: é um rito íntimo, escrito com a intensidade de quem atravessou a dor e encontrou beleza no excesso. Entre ecos de devoção e melancolia, a obra mergulha em um lirismo visceral.
Inspirado no espírito do ultrarromantismo, cada poema é um altar erguido ao desejo, à fome que não se sacia, à solidão, ao corpo e às sombras que nos habitam. Uma escrita profunda intensa, marcada por epígrafes reais que dialogam com a literatura, a filosofia e a fé, transformando o livro em um relicário de palavras
Se você procura poesia que não teme o abismo, que não se contenta com a superfície, O Evangelho da Fome é o livro que vai atravessar você.
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