Sobre o livro
Várias outras noites iguais àquela sucederam-se na vida de Rânmula. Havia desistido de procurar emprego. Vivia do corpo agora. Sabia que não era reta aquela vida, pois que Dona Lívia, no passado, lha tinha já dado este ensinamento. Mas era assim que vivia agora.
Fazer o que, se ninguém lha dera uma ocupação além esta, nesta bendita cidade!? Demais a mais, achava que precisava dar razões para que aquela Dona Das Dores lha xingasse sem culpa. “E agora aquela bruxa pode xingar-me à vontade.,” dizia ela a seus botões.
Havia cumprido o prometido: saía com seu Tom Zé quase todas as noites, entre 3 a 6 vezes por semana. Nem sempre havia cama naquelas saídas, às vezes só muito papo, bebida e fumaça; pois que Rânmula era uma lagarta quando estava bebendo.
Não gostava de seu Tom Zé, quer dizer, não sentia-se atraída por este homem, não se apaixonara. “Mas que diferença faz isso? Não ja vivi com aquele tal Sr. Narcísio, e sem também gostar dele!? Claro que já.
Então a este outro também, até quando me der na teia.” gungunava Rânmula consigo mesma.
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