O ESPECTRO QUE HABITA AS FOTOGRAFIAS: O habitante dos mundos fotografados

Por Iram F. R. Bradock

Sobre o livro

Há relatos que todas as igrejas habitam almas… igrejas mal assobradas… ‘malassombradas’ … ‘malassombro’ …

mal assombro… “Eita nem tanto, esse negócio de fantasmas não existe,,, e se existir, Eu capturo com minha câmera ” ironiza a jovem fazendo trejeitos…

– vai mais para perto do muro!… – Diálogo natural; (…) mas com a força das palavras, MINHA CARA LEITORA! Eles evocaram o sobrenatural… entre mundos…

inframundos… alguma coisa adentrara naquelas fotografias… sem nenhum círculo de sal… salsicha…

espíritos da tecnologia… ” Vai clica! ” – Já tirei! – ” De novo então? “

– Pronto! – ” Massa! ” e assim se foram para casa… (…) o casal…

recém casados… já a noite lá no quarto… ” será que tudo foi fechado? ” – acho que sim… –

” acha? tem que ter certeza e nem pense que Eu vou me levantar! ” exclama com fúria a jovem… já ambos deitados… pensamentos voam alto..

altura… ventilador ligado… o colchão aconchegante; (…) janelas e portas; são portas e janelas para o além…

o outro lado… o mundo dos espíritos fotografados… capturados… na frente de uma arcaica igrejinha…

tão pequenina… resquícios de uma cor rosa… eram azuis as suas portas… mas ao clicar uma entidade conseguira aprisionar…

o travesseiro convida a travessuras… ” Amor quero amor! ” exclama a jovem com voz maliciosa… – Hoje não mô, to cansado pra caramba! –

virando de ladinho e dormindo em seguida… amor pela tampa… ela com raiva também nem direiro dormira… de dentro da câmera abre-se um receptáculo…

pela primeira vez; vem ao mundo físico o habitante das fotografias… ali deitado também no quarto… de ambos os lados… lado “B” …

só sugando… vampirazando… as energias… sexual força vitalicia…

vital… se refugiando nas fotos, antes que acordara o casal… jovem casal… sozinhos…

novinhos… dentro da casa… casarão… casinha…

casão… astral cascão… os dois a vigiar… já de manhã…

manhanzinha… preparando o café de costas para o marido lá na cozinha… – nossa você tá gostosinha hoje! heim! – ” Só hoje? “

retruca a jovem fazendo pose em sua frente… – só hoje não, por toda vida… – dialoga já lhe agarrando por trás… a água do café ferve…

ela llhe empurra, alegando uma repentina febre… cabeça de cima no litoral… mas a cabeça de baixo vai ao meridional agreste… ficara com raiva…

sem entender; vingança pensara… sobre a noite passada… passado… passo…

pesadelo… ainda pensando… no banheiro agora se masturbando… masturbação…

a fotografia dela olhando… contemplando… nessessitando… nessessidade…

do seu esperma vai se alimentando… o vampiro habitante… no mundo fotográfico, habita esta entidade… sugador de energia sexual…

mas uma vez; vitalicio… ou vital… vitral… vidro…

assistindo… deitada… de “shortinho”… bem curtinho…

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