O Duro e a Intervenção Federal: Relatório ao Ministro da Guerra
Por Abílio Wolney Aires NetoSobre o livro
No início do século XX, o sectarismo das autoridades de Goiás, subservientes ao mais cruel sistema político situacionista, fez descer impiedosamente sobre um povo o seu cutelo afiado e implacável, após um seqüestro oficial, a preço de vida.
O ex-Deputado Abílio Wolney já havia dito: – Às autoridades de Goiás eu não me entrego: Fujo ou brigo. Prefiro abandonar tudo quanto possuo ou morrer lutando, a entregar-me a esses jagunços oficiais e morrer com o pé no tronco.
Decretada a Intervenção Federal em Goiás, em março de 1919, os Batalhões do Exército rumaram para Barreiras-BA, divisa com o Vilarejo, até segunda ordem para a investida sobre São José do Duro, Goiás(hoje Dianópolis-TO) diante da denúncia de que a polícia dos Caiado havia sido escorraçada pelos homens de Abílio Wolney.
Para o ataque do Exército, estavam previstas todas as situações em que se poderia encontrar qualquer força em operações.
Os Batalhões, marchando contra o suposto inimigo, em todas as voltas dos caminhos, deveriam repousar nos alinhamentos da batalha, ou dispersar as forças em marcha para o fim colimado.
Todavia, a experiência de Canudos não se repetirá.
O major Álvaro Mariante, comandante do Estado-Maior, desloca-se com um pelotão até a Vila e, daí em diante, muda-se o curso da história.
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