O Doce Beijo do Caboclo

Por Roniel Felipe

Sobre o livro

Três histórias e um grande mistério

Vencedor do Prêmio Laurel Verbum de Literatura de Entretenimento nas categorias “Melhor Aventura” e “Melhor Livro do Ano”, o Doce Beijo do Caboclo aborda um intrigante mistério aterroriza cidades do interior de Alagoas, Sergipe e Pernambuco.

Após participarem de animados bailes de forró, jovens amanhecem mortas e assustadoramente envelhecidas. Em comum, além de belas e desejadas, todas foram vistas ao lado de um elegante forasteiro, cujas informações sobre sua aparência variam de local para local.

A única pista concreta é que o suspeito carrega uma flor de mandacaru na lapela do paletó. Por capricho do destino, a missão de desvendar esse enigma cai no colo de três personagens completamente diferentes:

Jorginho Antunes é um extravagante repórter aficionado por anglicismos; tanto que vive misturando o inglês aperfeiçoado na Universidade de Jornalismo em Londres com o baianês de sua terra natal, Salvador.

Mentiroso, sagaz e obcecado por conquistar a fama que julga ser merecedor, o playboy não pensará duas vezes em passar seja quem for para trás. “Of course, my horse” é o que costuma dizer ao povo que pouco entende o que sai de sua boca, mas, ainda assim, vive adulando o “Doctor George”.

Zé Baliza é outro que mente que nem sente, mas suas semelhanças com o jornalista acabam aí. O adolescente de 16 anos não tem onde cair morto e vive numa casa de pau a pique em Magano, tradicional bairro de Garanhuns.

É ali que, sempre acompanhado do seu fiel escudeiro, Fiapo, um carismático vira-lata caramelo, o moleque das calças curtas vive trapaceando seus conterrâneos e se envolvendo em confusões que lhe renderam o status de persona non grata na comunidade, além do título de maior fuleiro do interior da cidade.

Amaro tem 15 anos e, embora tenha crescido grudado a Zé Baliza, o seu jeito de ser é completamente diferente do melhor amigo. Educado, cortês e tímido, o rapazinho é querido pelo povo do Magano.

Parte desse bem-querer provém da história de seus pais, o valente Raimundo Agostino, que largou os estudos para se tornar policial e caçar o bando de Severino Deus-Te-Guie, o Rei do Cangaço, e Cícera Santana, costureira de mãos cheias e intitulada como a mulher mais bonita de toda a região.

Capitaneados pelo egocêntrico repórter investigativo, os dois garotos (sempre acompanhados por Fiapo), desbravam o sertão pernambucano nos anos 1930, tentando encontrar a resposta para as mortes de dezenas de moças que, do dia para a noite, amanhecem mumificadas.

Como se não bastasse a conflituosa e, por vezes, hilária relação, o trio se envolve em uma trama repleta de muita ação, paixões arrebatadoras, conflitos armados e muitas reviravoltas.

Este é o enredo de “O Doce Beijo do Caboclo”, romance inspirado na obra de Ariano Suassuna e que mistura elementos de realismo fantástico com deliciosas simbologias da rica cultura nordestina.

Simbora descobrir como esta história acaba, minha gente!

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