Sobre o livro
A ferida dela sempre teve forma de janela — e agora alguém voltou a abri-la.
Ela vive sozinha, empoleirada no parapeito entre o medo e o desejo de ver o que ninguém mais percebe. Reconstruiu a vida entre rotinas silenciosas, café frio e páginas que tentam conter um passado que insiste em respirar. Mas tudo desmorona na noite em que a nova vizinha chega… e deixa a cortina escancarada.
É nesse retângulo de luz que nasce o primeiro incômodo, o primeiro arrepio, o primeiro registro no diário. O que começa como observação vira hábito. Depois, necessidade. Por fim, vício. A mulher da janela passa a escrever tudo — risos duros, passos contidos, sombras que parecem mudar de lugar. E quanto mais observa, mais sente que a estranha do outro lado sabe que está sendo vista. Ou pior: sabe quem a vê.
Entre as duas, cresce algo que não tem nome: uma corrente de suspeita e sedução, uma promessa de revelações que talvez ninguém devesse tocar. Porque o diário se transforma rápido demais — e não é só a vizinha que ela está tentando decifrar.
É a si mesma.
Quando a verdade finalmente bater na porta, ela estará pronta para abri-la? Ou a cortina revelará que o maior perigo sempre esteve dentro do quarto?
Para quem devora thrillers psicológicos de obsessão, intimidade proibida e reviravoltas que queimam — este livro não será lido; será sentido na pele.
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