O Conde de Monte Cristo: Edição Crítica Anotada e Ilustrada — Tradução Direta do Francês — Texto Integral com Ensaio, Cronologia, Dramatis Personae, Glossário e Posfácio

Por Alexandre Dumas

Sobre o livro

Catorze anos. Uma traição. E o tempo suficiente para preparar a vingança perfeita.

✅ EDIÇÃO CRÍTICA ANOTADA — 30 ILUSTRAÇÕES EXCLUSIVAS — TRADUÇÃO DIRETA DO FRANCÊS — TEXTO INTEGRAL — ENSAIO INTRODUTÓRIO — CRONOLOGIA PARALELA — DRAMATIS PERSONAE — GLOSSÁRIO RAZOADO — POSFÁCIO CRÍTICO ✅

Em 1815, o jovem marinheiro Edmond Dantès volta a Marselha para se casar com Mercédès e assumir o comando do Pharaon. Em poucas horas, três homens que ele considera amigos forjam uma denúncia política e o trancam, sem julgamento, no Château d’If. Ele tem dezenove anos quando entra. Quando sai, é outra pessoa — e leva consigo um plano.

Da cela contígua, o abade Faria lhe deixa uma fortuna escondida na ilha de Monte Cristo, uma educação enciclopédica e uma certeza: cada um dos três culpados subiu de vida enquanto Dantès apodrecia. Anos depois, em Paris, surge um conde misterioso, riquíssimo, capaz de comprar palácios, abrir crédito ilimitado, mover bolsa e justiça. Ninguém percebe, no começo, que ele veio para cobrar — e que o romance lembra de tudo.

O Conde de Monte Cristo é o maior folhetim do século XIX — mas é também um livro obcecado por mediações: entre justiça e desforra, entre máscara e pessoa, entre cálculo e acaso, entre o tempo humano e um tempo mais lento, no qual a injúria fermenta e o castigo amadurece. Vinga, sem dúvida; mas investiga o que a vingança destrói naquele que a executa. Por isso atravessou dois séculos sem envelhecer.

O que esta edição entrega:

  • 📖 Tradução direta do francês, a partir do texto Calmann-Lévy (Gutenberg) cotejado com o manuscrito Wikisource — não do inglês vitoriano que abreviou as versões brasileiras desde os anos 1930.
  • 📚 Texto integral: 468 mil palavras em português para 464 mil no francês.

Nada resumido, sintetizado ou podado.

  • 🎨 30 ilustrações distribuídas pelo apparatus, pelos capítulos finais e pelo posfácio.
  • ✍️ Apontamentos do tradutor inseridos no corpo do romance — comentários sobre a assinatura Danglars, o Père-Lachaise, a Fossa dos Leões, o libelo acusatório, a partilha.
  • Erudição em apontamentos legíveis, não marginalia técnica.

  • 📜 Ensaio introdutório em 4 partes: “Dumas, o tesouro e o tempo” — a vida improvável; a gênese folhetinesca; a França de 1815–1838; e o romance como máquina filosófica.
  • 🗓️ Cronologia paralela entre História, Romance e Dumas.
  • 👥 Dramatis personae: Os Conjurados (Danglars, Fernand, Villefort, Caderousse) e Os Tesouros (Faria, Haydée, Mercédès, Morrel).
  • 📔 Glossário razoado em 4 seções: topônimos, gastronomia e realia do luxo, termos jurídicos napoleônicos, termos marítimos.
  • 🪞 Posfácio crítico em 9 partes sobre o folhetim, a circulação editorial e o lugar de Haydée na geografia moral do romance.
  • 🇫🇷 Francês preservado em itálico: Château d’If, Champs-Élysées, Pharaon, procureur du roi, bouillotte, mazzolata.
  • Para quem vai gostar:

    Leitores de Victor Hugo (Os Miseráveis), Tolstói (Anna Kariênina), Dostoiévski (Crime e Castigo, Os Irmãos Karamázov) e Stendhal (O Vermelho e o Negro) — quem busca um romance europeu do século XIX que prenda do início ao fim, com a ambição de uma obra-prima e a velocidade de um folhetim escrito para ser devorado.

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