O Conde Brismak: Ilha da Boa Ordem

Por M. M. Carvalho

Sobre o livro

Algumas pessoas colecionam arte. Outras, títulos de nobreza. Teobaldo von Brismak de Jarl prefere ser reconhecido — não importa como. Brasil Imperial, 1850.

Numa ilha isolada que aguarda a visita da Corte, o recém-nomeado Conde Teobaldo se vê entre convidados ilustres, responsabilidades mal explicadas e uma realidade que insiste em não corresponder à sua posição.

Seu mordomo, Ébrard, resolve problemas domésticos com uma eficiência que raramente pede esclarecimentos. A elite local transforma qualquer inconveniente em demonstração de refinamento.

E quando certos episódios começam a se repetir com frequência desconfortável, todos concordam: são apenas infortúnios. Especialmente em casas grandes. Especialmente à noite. Especialmente quando há tapetes persas envolvidos. Entre farsas sociais e ironias trágicas, M. M.

Carvalho constrói um retrato mordaz da aristocracia brasileira, onde aparências são tudo, consequências são evitadas, e a ordem sempre prevalece — não importa quantos ajustes sejam necessários para mantê-la. Uma comédia de erros. Alguns fatais. Os demais, convenientemente esquecidos.

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