O Conceito Feminista de Referente Ausente e Suas Implicações Éticas

Por Larissa Trindade Pereira

Sobre o livro

Este livro, originalmente apresentado à UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) como dissertação do mestrado em Filosofia pelo Programa de Pós-Graduação em Filosofia (PPGF), propõe uma interpretação filosófica inovadora do conceito de referente ausente, criado na teoria feminista por Margaret Homans e desenvolvido sob uma perspectiva vegana por Carol J.

Adams em seu livro “A Política Sexual da Carne”. A noção de referente ausente superpõe e relaciona as opressões machistas e patriarcais contra as mulheres e os animais não humanos que ocorrem em contextos de violência com o auxílio da linguagem objetualizante. Carol J.

Adams constatou que por isso havia desde o século XIX forte atração do movimento feminista pela proteção dos animais e defesa de seus direitos. A noção de referente ausente também esclarece, todavia, a relação normalmente não percebida entre a defesa das mulheres e do direito embrionário à vida.

Essa consequência inesperada colide frontalmente com o pensamento de que os direitos das mulheres estariam obrigatoriamente relacionados à defesa do direito ao aborto, que nesta nova perspectiva torna-se, não apenas violação do direito à vida (inclusive das mulheres, visto que todas passam pela fase embrionária), mas também uma clara violência de origem e estrutura patriarcais.

Palavras-chave: Referente Ausente, Ética Feminista, Ética Vegana, Ética Pró-vida

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