O Circulo das Sombras e a Aurora

Por Flora Andrada

Sobre o livro

Nas eras antigas, muito antes da primeira cidade se erguer e antes que o homem aprendesse a controlar a magia, existia um equilíbrio frágil entre a luz e as trevas.

Esse equilíbrio era mantido pelo Véu, uma barreira mística que separava o mundo dos vivos das forças que habitavam além — forças tão antigas e poderosas que poderiam destruir toda a criação se fossem libertadas.

Essas entidades, conhecidas como as Forças Primordiais, eram o caos personificado, entidades que alimentavam a destruição, o desequilíbrio, e o medo.

Por milênios, o Véu protegeu o mundo de sua fúria, sustentado por guardiões escolhidos para manter o equilíbrio. Mas à medida que o tempo passava, um grupo de poderosos magos e bruxos, conhecidos como o Círculo das Sombras, surgiu das profundezas da escuridão. Seu objetivo: quebrar o Véu e controlar as Forças Primordiais para seu próprio ganho.

O Círculo das Sombras acreditava que o poder absoluto estava ao alcance daqueles que não temiam o desconhecido. Eles começaram a estudar os segredos das estrelas e das sombras, buscando formas de manipular as energias além do Véu. Seu líder, uma figura misteriosa chamada Kael, era obcecado pela ideia de que o verdadeiro poder não residia na criação ou na harmonia, mas na destruição e no caos.

Porém, o despertar das Forças Primordiais não era algo a ser controlado. Uma vez liberadas, elas não podiam ser dominadas por nenhum mortal.

Enquanto o Círculo conspirava nas sombras, uma nova geração de bruxas começou a emergir. Essas bruxas, diferentes das antigas tradições, não eram movidas pelo desejo de poder, mas pela busca da harmonia entre os mundos. Elas se reuniram em um lugar antigo, sob o céu estrelado de Lunaris, uma cidade onde a magia e o mundo dos humanos coexistiam tenuamente.

Entre elas, havia uma jovem chamada Lia, uma bruxa de coração puro e magia poderosa, e um garoto humano, Tomás, que, sem saber, carregava dentro de si um dom único — ele era o Elo, um ser destinado a conectar os mundos e restaurar o equilíbrio do Véu. Tomás e Lia, junto com suas amigas bruxas Flora, Marina, e Cora, se veriam em meio a uma batalha ancestral, onde o destino de todos os mundos estaria em suas mãos.

Enquanto o Círculo das Sombras avançava em seus planos para romper o Véu, o primeiro sinal da destruição iminente apareceu: a aurora. Uma luz incomum que cortou o céu noturno, marcando o início da guerra entre as bruxas e as trevas. Era o prenúncio de que as Forças Primordiais estavam acordando, e com elas, o caos.

Agora, o destino de Lunaris, e talvez de todo o mundo, dependeria da coragem de um grupo de jovens bruxas e de um humano que mal compreendia o poder que carregava. O Círculo das Sombras estava mais próximo do que nunca de alcançar seu objetivo, e o tempo para impedir que o Véu se rompesse estava se esgotando.

Assim começou a batalha pela aurora, uma luta pela luz em meio às sombras.

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