Sobre o livro
Foi muito rápido. Os soldados correram para o local de onde havia partido a certeira flechada e ficaram admirados: O arqueiro era um menino. Sim, nada mais que um menino. Os soldados imediatamente o prenderam e levaram a presença do chefe.
O menino cigano olhava orgulhoso para o comandante, não demonstrava medo, era um general à frente do outro. Escobar, admirado, perguntou: – Quem é você pequeno guerreiro? – Sou o que sobrou do meu povo senhor. Sou aquele que vai reerguer a nação cigana. Nem todos morreram, e vou reuni-los.
Não pense que queremos vingança. Agora eu sei que foi tudo obra deste traidor e ele recebeu o que merecia. Escobar olhava com respeito aquele garoto. Jovem, impetuoso. Lembrou-se de sua mocidade, já havia sido como ele. Ali estava um jovem de valor, nada mais justo que poupar a sua vida.
Mas, antes, queria saber o nome daquele ciganinho, e perguntou: – Como te chamas jovem guerreiro? – Meu nome não importa a ninguém, mas como me tratas com respeito ai vai. Meu nome é Diego de Avilla e sou irmão do Rei.
Pois muito bem príncipe, segue em paz o teu caminho, encontre os que sobraram do seu povo, só agora sei que fomos enganados por esse cigano e ele teve o que mereceu. Nada tenho contra ti, a não ser o pedido de desculpas e o perdão de minhas ações.
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