Sobre o livro
C. G. Jung (1875-1961) se dedicou ao estudo da alma humana valendo-se de imagens de sonhos, mitos e símbolos da cultura. O processo de criação segundo ele diz respeito à tradução feita pelo artista de imagens primordiais, vindas espontaneamente do incons- ciente, para a linguagem do presente.
Ao criar uma obra de arte, o artista transforma sua conexão com o inconsciente em algo acessível a todos. O cinema também oferece total condição para que elementos culturais atuais, e também arcaicos, se expressem. O desafio proposto foi olhar para o cinema procurando por esses elementos.
Nesta obra, são analisados dois filmes como ilustração da discussão principal: A Festa de Babette e Stalker.
Foi utilizada uma abordagem que, ao mesmo tempo em que procura identificar uma imagem dentro do imaginário tradicional, pretende ser respeitosa no que diz respeito à dimensão simbólica inatingível da obra de arte. (Maria Cecilia Zanatta)
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