O cheiro do jasmim e a libélula: uma jornada sobre cura

Por Ana Vilela

Sobre o livro

Em O cheiro do jasmim e a libélula, uma Pessoa inicia uma caminhada a partir de um cemitério, após um enterro. Sua jornada por uma cidade de prédios e casas velhas, onde sequer é possível ver o céu ou a luz do sol e onde inexiste o verde, é para amenizar a dor da perda, para compreender o que houve, o que fará dali em diante.

Nessa travessia, a Pessoa encontra lugares e Figuras inusitadas, é aprisionada, corre riscos, perde-se, se depara com lugares assustadores e ganha como amigo um cavalo. E narradore encontra vários elementos durante sua marcha, verdadeiras pedras filosofais que montam praticamente um quebra-cabeças.

A história se passa em 24 horas e é muito dinâmica. O livro é para leitura de um fôlego, pois tem apenas 86 páginas. Cada capítulo é uma jogada de tarot. Os mistérios ficam por conta de “quem é a pessoa enterrada no cemitério?” e o que representa cada um dos elementos coletados durante a caminhada?

O livro é agênero e traz várias referências literárias, frases pinçadas de livros e autores que marcaram a escritora e reescritas para serem inseridas na história. O leitor ávido por Literatura pode encontrar Dostoiévski, Kafka, Camus, Pepetela, Guimarães Rosa, Gogol, Olga Tokarczuk.

Na verdade, a obra é uma grande metáfora. Tudo nela, inclusive a cidade, é uma metáfora. Depende do leitor o sentido que quer dar, como deseja escrever o seu livro. Trata-se de uma jornada sobre cura e autoconhecimento. Embutido na história está um grito pela natureza e em defesa dos animais.

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