Sobre o livro
1925. Um grande surto de movimentos sociais levanta-se em protestos pelo mundo afora. Não diferente do que acontece em outras partes, no Brasil, bandoleiros conhecidos como cangaceiros, por um lado, e uma milícia de camaradas oriundos de diversas armas, por outro, excursionam pelo interior do Nordeste, cada grupo o fazendo por seus próprios meios, provocando reações controversas ao tentarem impor seus sentidos de justiça por onde passam.
É no contexto acima descrito que O CAPITÃO E O CAPITÃO se desenvolve. Trata-se de uma narrativa composta de narrativas individuais em grande parte referentes ao eixo temático Cangaço-Coluna Prestes-Volantes policiais.
Essa narrativa disseminada em muitas vozes permitirá, por exemplo, que um mesmo episódio seja revisitado mais de uma vez e sempre sob um ângulo diferente, trata-se, portanto, de uma série de depoimentos que acaba deixando uma sensação de permanente inquietude: o que é dito por uns pode ser complementado por outros, remendado, ou mesmo totalmente contradito.
Para entrar nesse cenário e tentar compreender o elemento humano ali presente com suas vivências, crenças e dúvidas, esses relatos imaginários, porém baseados em fatos reais, irão trazer essas vozes de personagens-narradores, para entretecer acontecimentos e lendas que desde os anos 20 do século passado continuam presentes nos referenciais e nas manifestações culturais do povo do Nordeste do Brasil, seguindo o roteiro percorrido pelo Capitão Virgulino Ferreira da Silva, vulgo Lampião, líder dos cangaceiros, e pelo Capitão Luís Carlos Prestes, líder da Coluna Prestes; surgem daí histórias das andanças desses dois homens e seus seguidores em um tempo de fazendeiros truculentos e extrema pobreza.
Confira os nomes dos personagens-narradores: Sinhô Pereira (cangaceiro); José Mauricéa (caixeiro-viajante); Benjamin Abrahão (fotógrafo/cinegrafista); Ambrosina (amante de Lampião); Lourenço Moreira Lima (secretário da coluna Prestes); Manuel Clemente (feirante); Chumbinho (cangaceiro); Cel.
João Nunes (Polícia Militar); “Seu” Lua (dono de pousada); Luís Pedro (cangaceiro); Dona Pichita (dona de pensão no Recife); Antônio Silvino (cangaceiro); Corisco (cangaceiro); Pedrão (jagunço de Canudos); Sargento Aniceto (Polícia Militar);
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