O Capital Suicida: Racionalidade Ambiental, Autointeresse e Cooperação no Século XXI
Por Flávio TayraSobre o livro
A economia como ela se apresenta no momento é suicida, insustentável por dentro e por fora; por dentro, ao gerar dissensões sociais que tendem a serem insuportáveis ao concentrar a renda e enriquecer assombrosamente alguns poucos.
Pelo seu lado físico, externo, porque as demandas da economia em expansão superam o rendimento sustentável dos ecossistemas consumindo a sua dotação de capital natural, destruindo lentamente os seus sistemas de apoio.
A combinação desses dois ingredientes dá o tom da tragédia atualmente vivida e deve (ou deveria) dimensionar e direcionar os esforços necessários para tentar mudá-la.
Apesar da grande popularidade do desenvolvimento sustentável e de muitas pessoas estarem convencidas da existência de problemas ambientais reais e globais – como a mudança climática decorrente do aquecimento global -, as mudanças fundamentais das políticas atuais, ainda seguem em evidente contradição com a maioria das experiências cotidianas.
O uso exacerbado de recursos naturais e a poluição, o consumo desenfreado e estimulado, o culto à imagem… todos estes são exemplos relacionados de uma racionalidade produtiva em crise.
Para definir algumas regras comuns para o exercício de uma racionalidade ambiental, é preciso começar a prestar maior atenção em alguns de seus aspectos essenciais.
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