No limite da margem do tempo: Com escala na pandemia, uma ida ao passado pode coincidir com uma volta ao futuro

Por Wilians Baptis

Sobre o livro

Sinopse do Livro No limite da margem do tempo Wilians Baptis define No limite da margem do tempo como um “romance passadista e ao mesmo tempo futurista, no qual apenas duas pessoas conseguem avançar e/ou retroceder no tempo”.

A necessidade da justiça dos homens fez com que o tempo chegasse ao seu limite para transformar o passado em futuro e vice-versa, desconsiderando o imediatismo do presente.

As viagens além e aquém das épocas nem sempre ditavam as regras do direito de ir e vir, condicionando-se aos lugares visitados e aos períodos alcançados.

As diferentes cidades de Angra dos Reis no litoral do Rio de Janeiro, e Curitiba no leste do Paraná, estabeleceram-se como portos seguros aos dois sonolentos viajantes dinâmicos.

Mas, mesmo diante das diversidades geográficas e climáticas, a adaptação de todas as pessoas envolvidas no que tangia a realidade, se deu de forma natural. Wilians Baptis intercala a volta ao futuro com a ida ao passado em simbólicas estradas de mão única.

A medida de viajar é viajar sem medida, assim como “navegar é preciso e viver não é preciso”, by Fernando Pessoa.

Cansados do presente, Paulo Ricardo, o jovem adolescente vinculado ao Jamais vu, e Eliane, a velha senhora vítima do Déjà vu, aprendem a usar a temperatura ambiente para se transportarem respectivamente ao futuro e ao passado.

Mas, entre uma viagem e outra, os dois tinham que despistar a jovem Paula e também a senhora Rebecca.

Fiel ao jovem futurista, o amigo Renato servia como escudo e era alvo do compartilhamento das experiências das viagens ao futuro, assim com Alenya, a amiga confidente da velha comprazida, que também absorvia as lembranças de um misto passado.

Apaixonado pela adolescente Rita, Paulo Ricardo a encontrava mais adulta, da mesma forma que Eliane via a sua amiga Alenya rejuvenescer. Wilians Baptis explora bem o ano de 1986, em que o rock marca a vida dos jovens, e também o ano de 2052, símbolo de uma época virtual.

Em meio a estes extremos, várias cidades são conhecidas, outras relembradas, e uma em especial, mesmo na pandemia, fixa a realização dos objetivos dos viajantes do tempo. Wilians Baptis vulnera os personagens de tal forma que, independentemente da época, eles tornam-se invulneráveis.

No limite da margem do tempo é uma história de futuro mesclada a uma futurologia de passado.

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