Sobre o livro
Temos aqui um completo tratado sobre os números — de um modo inovador.
Como trataremos os números? Exatamente como eles são: não apenas como abstrações matemáticas ou como representações de quantias arbitrárias para objetos, mas de sua maneira real — como uma Distribuição Pura (nem + merus). Etimologicamente a origem da palavra número nos entrega o significado de um distribuir (do indo-europeu nem) de purezas (do latim merus); isto é, nemerus — o número. E o que isso nos referencia?
Muitos veem os números apenas como símbolos para representar objetos na realidade em termos de unidade, repetição, intensidade e composição (se é um ou mais objetos, se essas outras unidades são de um mesmo conjunto, se isso acresce a força de uma qualidade, ou mesmo se se pode dividir essa unidade em uma maior complexidade). Mas é evidente que as quantias nos trazem qualidades em última instância funcionais e essenciais à forma da Existência.
Pitágoras foi o pioneiro não apenas em nos entregar cálculos que posteriormente foram usados nas práticas humanas e dados como essenciais ao início da matemática, mas, além disso, foi aquele que nos reavivou os mistérios do passado, admitindo que cada número nos informa uma proporção do universo que possui tanto uma qualidade essencialíssima, quanto um caráter que se revela na Consciência como uma chave de certa proporcionalidade existencial.
A partir disso muitos sábios consideraram — entendendo o passado — os números como carácteres do Cosmo, e descobriram coisas fascinantes. A era dos alquimistas fervilhou e manteve sua ebulição até a conquista do novo mundo mais de vinte e três séculos depois, sendo finalizada no início do iluminismo.
Platão trouxe a compreensão idealista de uma perfeição vetorial a partir dos números, e, com seus sólidos perfeitos e estudo das formas pudemos vislumbrar as nítidas qualidades que se desembrulham das quantias. A associação elemental com as formas também foi essencial.
Há duas décadas, Mário Ferreira dos Santos nos entrega a obra prima chamada “Sabedoria das Leis Eternas”, que coroa grandemente toda sua obra com um tratado maravilhoso sobre os números.
Depois do trabalho destes gênios, o que tenho eu a acrescentar? Devo dizer, muito. Não apenas foi feita aqui neste curso (transformado em livro) uma condensação da perspectiva deste trio de sábios — inclusive ampliada pela pletora de outros autores e perspectivas nunca antes interseccionadas com esse eixo —, mas foi inserida uma análise caracterológica dos números em um nível metafísico único até então.
O que é “Análise Caracterológica”? É o estudo do caráter (imagem, características, qualidades, funções) de algo.
É utilizado pra traçar perfis psicológicos com base em uma maneira ou padrão de atuação, e, no caso dessa análise direcionada ao objeto dos números por sua representação não seria diferente: traçamos um perfil de atuação em que a quantia distribuída de um elemento causa reações específicas no campo de sua existência.
Exemplo: uma só maçã dada a duas pessoas exige um ato de divisão (altruísmo) ou de posse (individualismo), onde na primeira situação a unidade se torna uma complementaridade dual, e na segunda a integridade se conserva como unidade em detrimento das relações.
Os números, mesmo em atos simples, nos indicarão proporções observáveis que impactam os fenômenos que nos cercam e nos incluem.
Uma mesa de três pernas não é tão firme e estável quanto uma de quatro pernas; com três pontos temos nosso primeiro plano, mas ainda não está perfeito até que se adicione o quarto elemento. O quinto elemento cria a pirâmide que parte do centro da quadra se elevando.
Essa é a primeira parte de uma Magnum Opus relacionada aos estudos Cosmosimétricos.
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