Nas veredas da correspondência de Guimarães Rosa: EN João Guimarães Rosa: Un exiliado del lenguaje común (Et Caetera Livro 0)
Por Flávia AMPAROSobre o livro
Uma correspondência literária, articulada a um contexto histó¬rico e cultural e contendo reflexões estéticas e filosóficas, constitui o corpus de interesse desta apresentação, que considera as cartas inéditas de Guimarães Rosa (1908-1967), reunidas no acervo do Arquivo da Academia Brasileira de Letras (ABL) ou trocadas com amigos e familiares, – um material fasci¬nante, que não é simplesmente um testemunho sobre vidas privadas, mas um ponto de fusão entre literatura e vida, documento e arte.
Nas cartas, de modo sugestivo e atraente, o missivista-diplomata não esconde o seu inte¬resse pela geografia humana, desenhando «personagens e cenas» nas variadas cidades pelas quais a profissão o levava.
Pela publicação de Sagarana (1946), a expectativa é tanta que, na carta de 17 de janeiro de 1946, endereçada a Vicente de Paulo Guimarães (1906-1981), parente e amigo, expõe a condição radical de exposição e vulnerabilidade de um escritor em início de carreira.
De fato, a correspondência de Rosa é um diálogo entre pares, que leva aconhecer a complexidade do processo criativo de um artista renomado, que soube, como poucos, trilhar o árduo caminho que leva a aclamação de uma obra pelo mundo afora.
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