Sobre o livro
Nas asas do tempo voam os sonhos. Os sonhos, os devaneios e as esperanças, voam sem presente e sem futuro. Sonhos que na adolescência são como as pombas do poema de Raimundo Correa, se abotoam e se despegam muitas vezes, sem florir e soltos, ganham os ares.
“…Vai-se a primeira pomba despertada… Vai-se outra mais… mais outra… enfim dezenas de pombas vão-se dos pombais…”
“Nos corações férteis da adolescência os sonhos brotam e se perdem. “
“…Sabrina não disse nada, se virou, correu, caiu e levantou-se. Sentia-se uma idiota, as lágrimas teimavam em cair e lhe cegavam; seus pés tropeçavam nos cacos de seus sonhos quebrados…”
Cai, mas levanta-se por que ainda precisa sonhar até concluir que como no poema, só as pombas voltam aos pombais, e que os sonhos, estes, aos corações não voltam nunca mais.
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