Sobre o livro
Vicente é um arquiteto de quarenta e poucos anos, ainda tentando se adaptar à vida de pai, que descobre na obsessão pelo próprio corpo uma forma de neutralizar o medo de que seus melhores dias tenham ficado, em definitivo, para trás.
Bianca é uma polêmica e narcisista escritora de sucesso, ainda nem chegada à casa dos trinta, que, enfrentando um período de baixa na carreira, dedica-se a alimentar cada um de seus vícios.
Presos ao passado e sem tesão pelo futuro, eles vivem em uma Porto Alegre recém-saída do trauma da pandemia e às vésperas da eleição presidencial mais acirrada da história do país.
Através do ponto de vista peculiar de dois protagonistas oriundos de gerações distintas, Zeka Sixx apresenta, em seu novo romance, uma corrosiva e impiedosa crônica sobre nostalgia, relacionamentos voláteis, radicalização na política brasileira, futilidade das redes sociais, cultura do cancelamento, crepúsculo do macho e contradições do meio literário.
O escritor e dramaturgo Mário Bortolotto escreve, na orelha do livro:
“A ÚLTIMA DANÇA DE MAX CALIFÓRNIA E MUITO MAIS
Max Califórnia é o John Holmes de Zeka Sixx, a Rebordosa do escritor gaúcho que acompanho a trajetória literária já há alguns anos.
Nesse livro, o carismático Max, personagem principal de “A Era de Ouro do Pornô” (segundo livro de Zeka), reaparece novamente como uma espécie de alma gêmea da escritora Bianca Rossi, a mais irresistível personagem feminina escrita por ele até agora.
O livro se divide ousadamente em dois narradores e como sempre, Zeka esbanja talento e segurança ao narrar com desenvoltura tanto na voz masculina como na feminina.
A escritora Bianca, libertária, porra louca, talentosa e sedutora e o arquiteto Vic, um falso relutante DJ, do tipo que prepara o set list de noventices nostálgicas e aperta o play. E assim como nos outros livros de Zeka, a trilha sonora tem um papel fundamental.
No final do livro, ele inclusive lista todas as músicas tocadas durante a leitura que volta a ser extremamente prazerosa. Zeka é fã de Bret Easton Ellis e isso fica evidente pelo seu talento em escrever personagens fúteis do tipo que dá vontade de vomitar assim que eles começam a falar.
É o mundinho “Gossip Girl” das celebridades das redes sociais onde cada trepada/cheirada é comemorada e divulgada a fim de atrair novos seguidores e causar inveja nos de sua espécie.
É um romance pós-pandemia depois do ótimo “Tudo o que Poderíamos ter Sido” que ele lançou justamente quando a pandemia estava estourando, talvez por isso não tenha alcançado a repercussão que merecia.
“Não se Começa um Incêndio sem uma Faísca” já começa eletrizante e promissor com Vic tentando discotecar em uma festa de aniversário e conhecendo Bianca Rossi que vai entrar como um furacão na sua vida levando o cara à bancarrota emocional, fodendo seu casamento e sua vida tranquila que parecia engatada e nos eixos.
Nada será como antes. Os furacões são inclementes”.
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