Música e Cultura na Irlanda de James Joyce

Por Magda Velloso Fernandes de Tolentino

Sobre o livro

Em Música e cultura na Irlanda de James Joyce revela-se uma tentativa de demonstrar como Jesse autor enxergou a Irlanda e uma nacionalidade emergente durante o período conturbado da(s) guerra(s) (tanto a I Guerra Mundial quanto as revoltas armadas que tentavam libertar a Irlanda de um jugo de 800 anos imposto pela Inglaterra) e como deixou transparecer esses problemas em suas obras.

Para comprovar essa hipótese, este livro apresenta um confronto das produções literárias e culturais antes e durante o tempo em que Joyce escrevia, assim como aborda outros aspectos culturais que ajudaram os irlandeses a construírem sua ideia de nação, analisando com detalhes as canções e baladas populares, fundamentais pela importância que sempre tiveram na vida do povo irlandês.

Há aqui detalhes sobre o desenvolvimento das produções artísticas populares, tomando como base o momento, no final do século XVIII, em que essas canções e baladas começaram a ser cantadas em língua inglesa – no princípio em tradução do gaélico, mantendo o ritmo, a sintaxe e a sonoridade da língua original, depois com criações já em língua inglesa.

Há canções de todo tipo e formato, desde as baladas românticas, passando pelas canções do exílio, pelas jocosas, pelas de confronto com os donos de terra, até as declaradamente políticas, com exaltação aos mártires de revoltas e levantes e as de despedida dos soldados, maridos e amigos que são levados para a prisão ou executados.

As canções proliferavam mais e mais a cada evento político e/ou violento ocorrido no país.

Este livro é um produto de todas as leituras, teóricas e não teóricas, ficcionais, poéticas, fílmicas, teatrais, existenciais e todas as outras que tenho feito durante a vida. Certamente há uma linha teórica específica que me norteia, e dela tratarei no interior dos capítulos.

Na verdade, para mim, o texto é como um rio que corre suavemente para o mar: a teoria são as águas profundas que dão impulso às ondas da superfície, que é o texto. É o volume total das águas que leva o rio a correr, mas quem o contempla só enxerga as águas da superfície.

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