Mulheres…E Se…?: Ep 3 – A Noite

Por Marla Valent

Sobre o livro

A cidade que nunca dorme acende suas luzes. E algo acende no coração de cada uma das cinco mulheres. O céu de Manhattan é o mesmo, mas a noite não será apenas um intervalo entre o ontem e o amanhã, mas será o divisor de águas entre quem elas foram e quem estão prestes a se tornar.

Rachel recebe em seu apartamento o seu ficante ocasional que não sai de seus pensamentos. O clima é quente, intenso, e a artista, que por tanto tempo pintou o amor alheio, finalmente se entrega ao próprio desejo.

Entre telas, beijos e respirações entrecortadas, ela entende que existe algo de libertador em deixar a arte sair da pele e se transformar em carne.

Vicky deixa o apartamento de Rachel e, num impulso que mistura curiosidade e provocação, liga para o moreno do Diamond Dogs. O convite é aceito. A noite começa em um quarto iluminado apenas pelas luzes de Nova York.

O jogo é de poder e rendição, uma batalha silenciosa entre quem domina e quem se deixa dominar. Beth, em contrapartida, vive o oposto das duas. O lar que deveria acolher se torna palco de gritos, insultos e agressão.

John revela o pior de si, e o golpe que vem não é apenas físico, é a quebra final de algo que já estava em ruínas. No chão, entre lágrimas e o eco das palavras cruéis, Beth é posta para fora sem nada. Naomi, por sua vez, flagra o homem com quem se envolvia em um encontro que não estava nos planos.

Mas se ele achou que ela recuaria, estava enganado. A mulher de semblante sereno se transforma em tempestade, e a cena que se segue é digna de um roteiro de vingança. Naomi não apenas reage, ela se reafirma: poderosa. Enquanto isso, Drika mergulha no oposto da dor de Beth.

A noite que se desenrola entre taças de champanhe e lençóis finos é a mais intensa de sua vida. Alexander não é apenas o homem com quem ela divide o corpo, é o espelho do que ela sempre quis sentir: poder, desejo e liberdade.

Pela primeira vez em muito tempo, Adriana não pensa em nada além do momento, e isso é, para ela, o maior dos pecados e o mais doce dos prazeres.

Nova York dorme e a madrugada é testemunha de Rachel. O pincel desliza, as cores se encontram, e surge ali, sob a luz suave da aurora, a primeira representação do Mulheres… E Se…? Uma obra nascida do fogo, da dor e da cumplicidade invisível entre cinco mulheres que, sem saber, acabam de criar algo muito maior do que elas mesmas.

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