Sobre o livro
Este livro conta a história de Mariana, uma menina que existia antes mesmo do seu existir no real da vida. Nasceu primeiramente no imaginário dos pais, principalmente no de sua mãe que já havia nomeado e anunciado a filha que teria, desde a época que ainda era uma menina sonhadora.
Dessa forma, Mariana teve um percurso durante sua infância e adolescência atravessado por idealizações advindas de longas datas pelos pais.
Ao mesmo tempo que a travessia desse período cronológico foi investida por boas expectativas dos pais na única filha que tiveram, Mariana também experimentou situações difíceis de se viver e digerir, que deixaram registros significativos e precisaram ser revisitados em sua vida adulta, através do trabalho terapêutico.
Foi durante a revisitação da história enquanto propósito de autoconhecimento e busca de cura, que surgiu a possibilidade da escrita desse livro. Inicialmente, a ideia foi fortemente rebatida por Mariana, que sempre se achou incapaz para escrever.
Entretanto, o processo foi avançando e fez brotar um sujeito autor, a pessoa capaz de perceber a força e a coragem de quem viveu uma história tão rica de acontecimentos, desafios, possibilidades e limites.
Então, no momento em que enxergou que suas experiências a tornaram potente diante dos enfrentamentos que a vida ofereceu, conseguiu “outorgar” a si o poder da autoria, “se rendeu” e decidiu que precisava contar, como uma autora, o que viveu e, dessa maneira, ser útil instigando no leitor/a a vontade de se conhecer, transformar a sua vida e ser FELIZ.
Reconhecer o propósito de ser útil foi imprescindível na tomada de decisão para começar a escrever, “abrir o portão”, atravessar e convidar a quem lê o texto a investir em seu processo de libertação, como aconteceu com Mariana, “a autora”.
Sendo assim, contar para você através da escrita foi o modo escolhido (apesar da enorme resistência inicial) para o ressignificar de experiências doloridas que geraram sintomas preocupantes, e poder mostrar também que por meio do trabalho de subjetivação (a construção de si mesmo como um sujeito humano) é possível operar o PERDÃO, sentimento que não faz esquecer o vivido, mas liberta para VIVER.
Bem vindo/a a esse texto que, além do relato de uma linda história de amor, resiliência e perdão, também sugere algumas reflexões sobre família, criação de filhos, estabelecimento de rotinas, sustentação de propósitos…
e tantas outras temáticas que só uma leitura é capaz de afetar, conforme a singularidade de cada leitor/a.
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