Sobre o livro
Modos de arquivo: literatura, crítica e cultura busca problematizar os vários conceitos de arquivo, trazendo-os para o âmbito das Américas. Os arquivos e respectivas implicações políticas atravessam quase todos os ensaios.
Além disso, são realizadas associações entre o arquivo, a memória e a história; o arquivo e a contranarrativa; o arquivo e o “espaço biográfico”; a cidade como arquivo ou antiarquivo de imagens; memória oral e arquivo; o arquivo de literaturas nacionais e incorporação de línguas indígenas; o arquivo, gênero e etnias e o arquivo e romance de filiação.
A reflexão sobre as relações entre o arquivo e diferentes suportes (como a fotografia, a arte da rua, o corpo e as revistas culturais) abre outras possibilidades para a compreensão dos arquivos no tempo em que somos seduzidos pela memória e vivemos apagamentos históricos.
Além dos caminhos mencionados, a encenação dos arquivos em ficções e em poemas aponta para outras perspectivas de estudo. Como se arquiva a memória cultural? Quais as motivações que levam ao arquivamento do “eu”? Qual a ligação entre os arquivos e nosso tempo?
Que políticas de memória estão associadas aos arquivos? Certamente, essas são algumas das indagações rastreadas nos vários estudos reunidos na publicação sobre arquivos e relações interamericanas.
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