Modernismo e antimodernismo

Por Voltaire Schilling

Sobre o livro

Entendo, aqui, o conceito de Modernidade como aplicado à época em que vivemos, o que nos é contemporâneo, o que historicamente está bem próximo de nós e que molda o nosso dia a dia, ainda que tenha suas raízes cravadas mais ou menos na metade do século XIX.

Modernismo, por sua vez, é a expressão cultural e estética que se manifesta depois da afirmação da Modernidade; é como ela aparece nas artes, na literatura, na arquitetura, no cinema, etc., enquanto reservo a palavra Vanguarda para indicar a minoria consciente: os precursores dos fenômenos artísticos da nossa época.

O que se segue é um conjunto de vivos recortes de momentos históricos diferentes que procuram situar no tempo a emergência dos Movimentos Modernistas mais significativos e quais foram suas relações com as estruturas socioeconômicas e com o poder ideológico da sua época.

Em muitos dos artigos-ensaios que se seguem, o autor optou pela narrativa e não por uma exposição teórica – um tanto ao revés do que recomendou certa vez Henri Lefebvre –, com a intenção de humanizar problemas existenciais e técnicos enfrentados pelos artistas citados.

Contemplou, também, as difíceis relações que o Movimento Modernista travou com as ideologias do século XX: o comunismo, o nazi-fascismo e o liberalismo, ressaltando as maneiras distintas com que a Vanguarda reagiu a eles, ou foi perseguida e, simultaneamente, utilizada por eles.

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