Sobre o livro
“minimalhas do alheio” (de 2002) intensifica a noção que a poesia de oswaldo martins apresenta para o diálogo.
O livro se compõe por um rico jogo de referências, citações e apropriações de textos (aqui, num sentido amplo, literatura, pintura, cinema, canção, etc) alheios, através dos quais o poeta trama um instigante e prazeroso roteiro de viagem.
Este também é o título que passa a chamar atenção do público para o aspecto erótico ou pornográfico (há controvérsias) da poesia de oswaldo martins, aspecto que culminaria, dois livros mais tarde, em 2008, com a polêmica que envolveu o nome do poeta, depois do lançamento de “cosmologia do impreciso”.
A leitura de “minimalhas do alheio” ajuda a recolocar, muito bem, a polêmica despertada por aquele livro. O diálogo entre textos que aqui se agencia leva mais longe o projeto pedagógico da poesia de oswaldo martins.
Avança para que a educação dos sentidos, iniciada em “desestudos”, ganhe contornos ideológicos de confronto com a tradição da escola ocidental, em que o espírito (santo ou das luzes) toma o lugar do corpo.
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