Miles Christi Fortissimus Rex Fernandus: a legitimação do poder de Fernando III (1217–1252) na Crônica Latina dos Reis de Castela
Por Augusto João Moretti JuniorSobre o livro
Fernando III (1217-1252) é lembrado historicamente como um rei santo e como o maior reconquistador da Península Ibérica medieval.
Nascido de um casamento considerado ilegítimo pela Igreja, o monarca precisou desenvolver estratégias políticas e culturais para legitimar seu poder ao longo de seu reinado.
Este livro investiga o processo de legitimação do poder de Fernando III a partir da análise das ideologias e representações desenvolvidas pelo chanceler do reino de Castela, Juan de Osma, na Crônica Latina dos Reis de Castela.
Como base teórica para a análise da legitimação do poder real de Fernando III, utilizamos a Nova História Cultural (NHC). Para isso, utilizamo-nos dos trabalhos, por exemplo, de Gabrielle M. Spiegel, cujas obras possibilitam o estudo de um “Novo Medievalismo”.
Com o respaldo desses pressupostos teóricos, analisamos a Crônica Latina dos Reis de Castela (CLRC) como uma fonte de características únicas da primeira metade do século XIII. Apesar de a crônica não indicar o seu autor, é atribuída ao chanceler, Juan de Osma.
O cronista defendeu a hegemonia de Castela e de Fernando III como líder dos cristãos e da Cruzada na Península Ibérica.
Investigamos como Juan de Osma, em sua narrativa, se utilizou de ideologias e representações, presentes em seu contexto histórico para construir uma imagem capaz de legitimar Fernando III e consolidar o seu poder em Castela perante os demais reis peninsulares, bem como outros monarcas europeus além do papado.
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