Sobre o livro
Como negar a evolução? Como negar o processo de aprendizagem gradativo e infinito?
As revelações vão chegando à humanidade, de maneira sistemática e homeopática. Elas se acumulam, mas não estagnam, estão sempre em ebulição e depuração. É assim que se constroem os patrimônios individuais e coletivos da espécie humana.
Interessante é perceber que um mesmo conhecimento, dentro do processo de repetição e meditação, vai se desvelando em surpreendentes nuances. O que antes não era percebido se faz entender, como um leque ou um lindo arco-íris de singela beleza e encantamento.
Quanto mais esforços para a investigação e compreensão das leis naturais, visando sondar seus labirintos infinitos, o homem realiza o seu progresso. Aguçar percepções embrionárias é desafio de urgência.
O momento presente é de grandes transformações, e estas já poderiam ter acontecido de forma mais significativa, se os seres humanos não fossem tão teimosos e resistentes às revelações divinas, permanentes.
Já é hora, ou melhor, já passou da hora, de colocarmos em prática as ações que viabilizem os nossos avanços efetivos. A qualificação para o ingresso em novos estágios evolutivos é da lei inexorável de Deus.
O culto aos sentidos grosseiros põe em risco o equilíbrio psíquico-emocional da humanidade. As escolas de formação religiosa,
com suas interpretações incipientes, não surtem efeitos inteligentes para coibir os desatinos morais.
A transição de uma etapa para o início de outra não é estanque e, sim, gradativa. Paulatinamente, iremos olhar os vícios de qualquer natureza como doenças, e esta descoberta despertará em nós reação de estímulo ao processo de reeducação.
Os que forem alcançando uma percepção mais avançada da sua destinação começarão a tomar medidas corretivas para alterar o curso da sua história.
Pela compreensão, oriunda da evolução, o indivíduo começa a forjar a nova base de sustentação, que será construída com o estudo das leis espirituais imutáveis e coragem para vivê-las.
No Livro dos Espíritos Allan Kardec comenta na pergunta 917:
―A educação, convenientemente entendida, constitui a chave do progresso moral. Quando se conhecer a arte de manejar os caracteres, como se conhece a de manejar as inteligências conseguir-se-á corrigi- los, do mesmo modo que se aprumam plantas novas. Essa arte, porém, exige muito tato, muita experiência e profunda observação.
Maria Alice de Carvalho Correia
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