Sobre o livro
O que somos e o que desejamos ser Um pseudônimo é um nome falso – usado por uma pessoa, como alternativa a seu nome legal -, nos ensinam os dicionários. No mundo da arte, da literatura, dizemos que é um nome fictício, inventado por um escritor, que não queira ou não possa assinar suas próprias obras.
As razões que levam uma pessoa a adotar um pseudônimo podem ser muito diversas.
Encontramos motivos prosaicos – como ter um nome muito comum ou que ninguém leva a sério, por ser ridículo e impronunciável -, ou então motivações, aparentemente, mais sofisticadas e complexas, como a preservação de uma carreira sigilosa ou a auto-proteção por questões políticas.
Na Idade Média e durante a Inquisição, muitos autores se ocultaram sob pseudônimos.
Há mais de 30 anos, Chico Buarque usou o pseudônimo de Julinho da Adelaide, em músicas como “Acorda amor” e “Milagre Brasileiro”, para driblar os censores da nossa ditadura militar Em todos os casos, estamos diante do desejo ou da necessidade de sermos diferentes do que somos; de assumirmos uma nova personalidade.
Logo no início, o protagonista do romance questiona-se sobre os motivos que o levaram a adotar um pseudônimo: ”Avisos não me faltaram.
Meu psicanalista praticamente me ordenou, meus amigos suplicaram que eu assinasse o livro com meu próprio nome.” A partir daí, vamos acompanhar os seus diálogos, como um fiel e constante interlocutor, sobre as suas próprias motivações e, como não podia deixar de ser, sobre as motivações de cada um de nós.
Meu pseudônimo e eu pretende abordar justamente o descompasso entre o que somos e o que desejamos ser, ou, como diria Montaigne – filósofo convocado também nas primeiras páginas do livro, discutir a proposição de ”modelos de vida que nem quem os propõe nem seus auditores têm alguma esperança de seguir.” Para quem estiver disposto a essas indagações, vale conferir …
REPERCUSSÕES SOBRE ESSA E OUTRAS OBRAS (VERSÕES IMPRESSAS) Pequeno trecho do artigo publicado na Revue Latitudes-Paris (nº 43- pp 14 -17) As histórias inventadas por este autor brasileiro, situam-se em grande parte no Quartier Latin, em torno de sujeitos em trânsito, completamente fascinados pela topografia parisiense, vivendo enredos que poderíamos caracterizar entre o estranho e o fantástico, a lembrar algumas das melhores páginas de Borges ou de Cortázar.
Por Maria Graciete BESSE: Professeur de Portugais Université de Paris- Sorbonne/Paris IV.
Sobre os livros Meu pseudônimo e eu e De escritores, fantasmas e mortos (cuja versão impressa foi publicada sob o pseudônimo de Paul Lodd) Pequeno trecho da Recensão no prelo, a publicar na Revista Forma Breve, da Universidade de Aveiro-Portugal “Também aqui, para além da intertextualidade criada no âmago da escrita do mesmo autor, estamos perante um inteligente exercício de laboratório de escrita, onde se lançam interrogações e interconexões apenas possíveis de alcançar para o leitor de Marco Guimarães e de Paul Lodd.” Por Lola Geraldes Xavier- Professora do Centro de Literatura da Universidade de Coimbra-Portugal.
Sobre os livros Meu pseudônimo e eu e De escritores, fantasmas e mortos (cuja versão impressa foi publicada sob o pseudônimo de Paul Lodd) E-mail recebido de Russell G. HAMILTON. Professor Emérito, Ph.D. Yale University (1965). Professor de Literaturas de Língua Portuguesa.
Vanderbilt University- EUA. “O seu meta-romance é uma apresentação excelente e fascinante de realidade e ficção. Tanto na forma como no conteúdo é surrealismo, e, pensando nas obras de Guimarães Rosa, realismo mágico.
Nossos agradecimentos ao autor ficcional e real de uma obra magnífica” Sobre a versão impressa do livro De escritores, fantasmas e mortos, escrito sob o pseudônimo de Paul Lodd Manuel RUI. Poeta, contista, ensaísta, crítico literário. – Luanda- Angola “UM ROMANCE ONDE SE FICCIONA A FICCIONALIDADE.
É um livro singular para reflectirmos sobre o mundo actual”
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