Sobre o livro
Maombi Gana é estudante de jornalismo. Mora na periferia de São Paulo – Brasil. Faz algumas ações de protesto contra o regime militar. A ditadura que vigora no país que ela vive está enfraquecida, mas ainda causa danos. As ações: pichações de protesto pelos muros e avenidas da cidade.
Sabe o risco que corre, ela e a turma que mora nos bairros próximos ao dela. Isso, no entanto não intimida os jovens. Na faculdade conhece o seu grande amor.
No começo do relacionamento nem desconfia que ele talvez seja um agente do governo infiltrado na faculdade com a missão de extirpar qualquer forma de protesto contra o governo. Depois que foi presa, por publicar um artigo no jornal em que trabalha, Maombi associa o namorado ao torturador.
As mãos que o castiga nas celas e corredores são grossas, mas bem cuidadas, como as mãos do namorado. O pai havia lhe alertado sobre a desconfiança que tinha do moço, mas Maombi Gana estava apaixonada.
Apaixonada por um rapaz que não tem endereço, não tem parentes próximos e que tenta enfiar na cabeça dela que a tortura sofrida foi por ela não obedecer às leis vigentes no país. Abatida com os argumentos do namorado começa a olhá-lo com certo desgosto.
Quando foi solta pela segunda vez, e depois de ficar isolada no quarto por dias, consegue em uma manhã ensolarada se concentrar e, lê, por acaso, em uma revista, reportagem sobre a morte de Napoleão Bonaparte.
Resolve então matar o namorador, pois as cismas de que ele é o torturador sádico, não a deixa dormir em paz
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