Sobre o livro
Meninas alheias.
Início.
Era uma vez uma senhora de nome Sibrália, casada com Latan; um casal que vivia na maior harmonia. Eles tinham três filhas: a primogênita, de nome Mebel, depois nasceu Lusi e, dois anos depois, nasceu a caçula Dorsalva.
Latan trabalhou dez anos na função de escriturário e, quando foi demitido, transformou a garagem de sua residência em um ponto comercial. Investiu em produto alimentício e aos poucos foi transformando o pequeno negócio em um grande comércio. Teve até que fazer uma pequena reforma para ampliar o ponto comercial.
Dona Sibrália não atendia no comércio porque vivia ocupada com os serviços domésticos, e as filhas, já adolescentes, reservavam-se para ajudar o pai no estabelecimento comercial.
Mebel estudava à tarde, ajudava o pai pela manhã e fazia os deveres da escola à noite. Lusi e Dorsalva estudavam pela manhã, colaboravam à tarde e também faziam os deveres à noite.
Uma família que vivia em harmonia, sem problema de stress, sem preconceito, e todos tinha liberdade de expressão. Aproveitavam a folga do dia de domingo para o laser. Nem Dona Sibrália trabalhava dia domingo, pois faziam a refeição fora. Pela manhã de domingo, todos iam juntos à praia.
À tarde, Sibrália e as filhas iam ao cinema e Latan apreciava o futebol na TV. À noite, juntos, iam à igreja. Viviam em uma rotina agradável, pois aproveitavam bem o dia de domingo.
Um dia de segunda-feira, apareceu uma cliente com duas crianças nos braços. Eram gêmeas aparentando um ano de idade. Ela comprou uma caneta e pediu para deixar as crianças com eles, pois precisava ir ao banco para receber o dinheiro que o pai das gêmeas prometera mandar e não tinha como enfrentar a fila com as duas nos braços…
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