Memórias e comemorações; o Centenário da Imigração Italiana na região da Ex–Colônia Silveira Martins (1975–1993) (História Cultural)

Por Juliana Maria Manfio

Sobre o livro

O livro que, agora, vem a público, pelas Edições Verona, é fruto da sua posição no IV Prêmio Sandra Jathay Pesavento Teses, do X Simpósio Nacional de História Cultural, realizado em outubro de 2022, pelo GT Nacional de História Cultural.

Entre 1975 e 1993, a ex-colônia Silveira Martins – atuais municípios de Silveira Martins, Ivorá, Faxinal do Soturno, São João do Polêsine, Nova Palma, Dona Francisca e Pinhal Grande – organizou e vivenciou as festividades alusivas ao Centenário da Imigração Italiana.

Localizada na região central do Estado do Rio Grande do Sul, o local foi colonizado por imigrantes italianos no final do século XIX.

O quarto núcleo de colonização diferenciou-se dos três primeiros situadas na região da Serra (Dona Isabel, Campos dos Bugres e Conde d’Eu), por não fazer parte das comemorações oficiais do Biênio da Colonização e Imigração, instituído em 1973 e solenizado entre 1974 e 1975.

Nesse sentido, o objetivo desse trabalho é compreender o ato de festejar o Centenário da Imigração Italiana no quarto núcleo de colonização, identificando os eventos festivos, sua participação e a organização, percebendo os elementos de construção de uma memória e de uma narrativa identitária.

Compreender como essas comunidades planejaram as festividades do Centenário, buscando entender as diferentes dinâmicas internas das manifestações festivos é a justificativa para este livro.

Para desenvolver essa pesquisa, foram utilizados documentos oficiais (relatórios, decretos, leis sobre o Biênio), jornais, fotografias, folders, monumentos, entre outros, que indicavam para as festividades ocorridas na região colonial.

As festas foram compreendidas como o ato de celebrar e construir uma memória e uma narrativa identitária sobre o processo imigratório italiano.

Para isso, são apresentados os monumentos, os capitéis, as canções, a gastronomia, os desfiles, as missas como elementos da fé e da cultura, sendo construtores de uma narrativa identitária entre os descendentes.

Evidenciaram-se, na pesquisa, as atividades, os meios e os agentes que proporcionaram a construção de uma narrativa identitária durante as comemorações do Centenário da Imigração Italiana na Colônia Silveira Martins.

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