Me chame pelo meu nome

Por Gabriella Guimarães

Sobre o livro

Na identidade estava lá: Ricardo Pereira Aludito da Silva. Mãe: Silvana Aludita da Silva. Pai: José Augusto Pereira da Silva. Esse deveria ser quem eu sou, certo? Esse nome deveria me dizer tudo sobre mim.

Meu pai sempre me ensinou que o nome de um homem era o seu maior orgulho e que deveríamos sempre mantê-lo limpo tanto na justiça quanto nos bons costumes sociais e morais. E toda vez em que ele fala isso, o que fazia com frequência, parte de mim morria um pouco como se ele me enterrasse a cada frase.

Não foi fácil compreender que aquele limite de nomes na identidade não era bem quem eu era, muito menos quem eu queria ser. Não foi fácil falar sobre isso com a minha família quando nem mesmo eu compreendia direito o que sentia.

Mas o nome que gritava em meu peito e embalava o meu sorriso era outro, o nome que me movia e que me mostrava que a vida poderia ser sim algo suportavelmente belo era outro: Esperança.

Nome feminino que escolhi para mim quando enterrei o Ricardo, não é fácil enterrar pessoas em vida, muito menos quando essa pessoa é alguém que tentaram te empurrar goela abaixo como se fosse sua obrigação ser, como uma roupa que não te cabe, que não te comporta, mas que torna todos felizes menos você.

Essa é a minha história, a história de Esperança da Silva.

Baixe esta página em PDF para ler quando quiser, mesmo offline.

📄 Salvar PDF

Avaliações dos leitores

Descubra as opiniões de outros leitores, explore avaliações detalhadas e veja se este livro realmente vale a pena para você, com base em experiências reais de quem já leu e compartilhou sua visão sobre a obra.

⭐ Reviews dos leitores