Matar para não morrer: O duelo entre Dilermando de Assis e Euclides da Cunha
Por Mary del PrioreSobre o livro
Sempre chamando por Dilermando e anunciando que viera para “matar ou morrer”, Euclides entrou corredor adentro e deu um chute na porta do quarto onde se achava o mano. Disparou duas vezes. Dinorah se jogou contra ele, tentando imobilizá-lo. Mais dois tiros, dessa vez no corpo do jovem Dinorah.
Este largou o doutor Euclides e recuou na direção de seu quarto, em busca de uma arma. De costas para o agressor, sentiu quando a bala entrou-lhe pelas costas e o sangue escorreu, quente, debaixo da camisa. Tarde demais.
Nesse momento Dilermando entendeu que, entre ele e Euclides, qualquer conversa seria inútil. Que Euclides estava simplesmente decidido a matar um campeão de tiro. E mais: queria acabar com sua Salambô e, quem sabe, com Lulu. Era uma questão, como ele mesmo disse, de “vida ou morte”. Enfrentaram-se.
Dilermando foi atingido abaixo da garganta, acima do estômago, do lado direito e recebeu um balaço na omoplata do lado direito das costas. Euclides, no ombro direito, no braço esquerdo e também do lado direito do peito. Uma hemorragia no pulmão fez o resto.
Caiu na porta da frente, entre as escadas e o modesto jardim.
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