Sobre o livro
Depois da morte de D. João VI, em 1826, todos tinham reconhecido D. Pedro de Alcântara, imperador constitucional do Brasil, como sucessor da coroa de Portugal; e só começaram as objeções casuísticas dos realistas, quando veio do Rio de Janeiro a carta constitucional que ele outorgava.
Pouco depois era combatida a carta com a sublevação de alguns corpos e milícias comandadas pelos ultrarrealistas.
Derrotados por Claudino em Coruche a 9 de janeiro de 1827, lá entram de novo nessa Espanha de Fernando VII, que os acolhe e lhes permite a repetição de investidas sobre outros pontos da fronteira! D. Pedro IV abdica a coroa em sua filha, a senhora D.
Maria II, e continuando erros e culpas, que a História mal poderá explicar, nomeia D. Miguel seu lugar-tenente no reino! E todavia o imperador sabia, por seguras vias, que D.
Miguel era o chefe que os mais fanáticos realistas escolhiam, e com quem se correspondiam por intervenção da legação espanhola em Viena!
Sabia mais os acontecimentos de 1823 e 30 de Abril de 1824; e apesar disto, nomeia seu representante um homem com tal passado e tão adstritamente ligado à rainha, marquês de Chaves e de Abrantes (D. José), e a todos os condenados por seu pai!!
O infante desembarca em Lisboa a 22 de fevereiro de 1828; jura a constituição; dissolve as câmaras, e pouco depois convoca três estados, para obter a coroa por meio de uma cerimónia hipócrita, e que nunca significou uma eleição.
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