Marília de Dirceu

Por Tomáz Antônio Gonzaga

Sobre o livro

Marília de Dirceu é o título da obra poética máxima de Tomás Antônio Gonzaga, integrante do Arcadismo.

Marília não foi só uma personagem do clássico da literatura, ela foi real. Conheceu Dirceu (Thomás Antônio Gonzaga) em Ouro Preto com 16 anos, enquanto ele tinha 40. Seu romance permaneceu em segredo pois seus pais não aceitavam por ele ser mais velho. Quando completou 18 anos, ficaria noiva de Thomás e no dia marcado ele foi preso por ser um dos membros da inconfidência mineira, delatado por Joaquim Silvério dos Reis.

Tomas Antônio Gonzaga foi preso e levado para o Rio de Janeiro e se correspondia com ela pelos pseudonomes de Dirceu e Marília, seu nome era Maria Doroteia Joaquina de Seixas Brandão, nascida aos 08 dias do mês de novembro de 1767.

Tomás então é sentenciado a viver em degredo na África, onde se casa com a filha de um negociador de escravos e morre aos 65 anos de idade, já Marília (Maria Dorotéia) o espera até o fim da vida, aos 85 anos de idade. Sem saber que Tomás morrera 20 anos antes.

Anos depois, no governo Vargas, os restos mortais de Tomás são trazidos de volta ao Brasil e os de Maria Dorotéia são desenterrados da Igreja do Rosário e ambos são sepultados juntos (para viverem na eternidade) na Casa dos Contos – antiga casa de fundição de ouro da antiga Vila Rica (Ouro Preto) e podem ser visitados pelos turistas.

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