MAPA DE RISCO OCUPACIONAL GEOREFERENCIADO: MAPA DE RISCO OCUPACIONAL NO ESTADO DE RONDÔNIA BASEADO EM TECNOLOGIA DE GEOREFERENCIAMENTO. (01 Livro 1)

Por Heinz Roland Jakobi

Sobre o livro

Os agravos e doenças do trabalho constituem alguns dos mais graves e abrangentes problemas de saúde pública do país, com complexidade regional variável, condicionada pela diversidade dos processos produtivos instalados.

Os riscos estão presentes nos locais de trabalho e em todas as demais atividades humanas, comprometendo a segurança e a saúde das pessoas. A mobimortalidade laboral no Brasil atinge níveis de verdadeira epidemia de agravos aos trabalhadores gerando enorme impacto aos serviços do SUS e do INSS.

Observa-se então, uma crescente e imperiosa demanda para a incorporação de técnicas de geoprocessamento na saúde do trabalhador. Muitos agravos e doenças ocupacionais possuem padrões geográficos bem definidos.

O uso do geoprocessamento tem permitido a reunião de bancos de dados sócio-econômicos, de saúde e ambientais em bases espaciais, facilitando o entendimento dos riscos a que estão expostos os trabalhadores.

O mapeamento de riscos pode fornecer informações sobre a etiologia e epidemiologia de determinados eventos mórbidos relevantes à vigilância em Saúde do Trabalhador.

O geoprocessamento permite o entendimento do contexto em que se verificam fatores de risco determinantes de agravos à saúde do trabalhador.

Elaborou-se então, o mapa de risco ocupacional estadual baseado em Base Cartográfica do IBGE, ano 2005, escala 1:1.000.000, Sistema de Coordenadas Geográficas, Datum SAD-69, arquivo digital no formato ESRI Shapefile, limites municipais; com um banco de dados composto do cadastro de contribuintes ativos da SEFIN/RO, vinculado à Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE versão 2.0 do IBGE – CONCLA e dos Graus de Riscos da Norma Regulamentadora n° 04 – CIPA relação CNAE 1.0.

Esse mapa se baseia em técnicas de georeferenciamento como o gerenciamento integrado de saúde e ambiente das doenças ocupacionais no Estado de Rondônia a fim de incrementar ações de vigilância sobre as situações de grave e iminente risco à saúde que devem ser prioridade absoluta em Saúde do Trabalhador, preconizada pelo Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde.

O estudo conclui que a Política Estadual Saúde do Trabalhador em Rondônia deverá redirecionar as suas ações para o segmento agropastoril: a Saúde do Trabalhador Rural e Erradicação do Trabalho Infantil, priorizando a implantação de Núcleos em Saúde do Trabalhador – NUSAT em todos os municípios rondonienses, enfatizando a educação continuada dos seus técnicos no enfrentamento das enfermidades do campo.

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