Manual de Compliance para a Comunicação Corporativa: Protocolo de Auditoria, Métrica e Indicador

Por Manoel Marcondes Machado Neto

Sobre o livro

Manual de Compliance: Protocolo de Auditoria, Métrica e Indicador para aferição da Transparência Organizacional.

210 quesitos em 5 instâncias-demandas: Reconhecimento no meio social; Relacionamento com públicos-chave; Relevância no segmento de atuação; Reputação administrada e Resiliência institucional.

Abordagem metodológica: Cibernética, Pragmática, Rizomática e Sistêmica.

Compliance é um conceito onipresente no discurso e nas práticas de governança, e o termo inglês significa, em português, conformidade. Outra definição bastante usada como tradução de compliance é aderência.

Conformidade refere-se ao cumprimento de normas preestabelecidas para situações de fato e é justamente um dado de verificação da aderência dessas situações de fato às tais normas. A não aderência significa não-conformidade. A história das normatizações é longa.

Na administração contemporânea, sob a cultura dos estudos de tempos e movimentos e da disciplina “organização e métodos” – bases da administração científica – remonta-se ao pós-guerra com o surgimento de uma metodologia denominada “controle total da qualidade” (TQC, na sigla em inglês) no meio industrial.

O brasileiro Vicente Falconi é referência no tema. Posteriormente, o conceito de qualidade total ampliou-se ao comércio e também aos serviços, e foram criadas metodologias de avaliação universalmente aceitas em torno de normas internacionais ISO (sigla de International Standards Organization).

Seguiram-se normatizações para a contabilidade, finanças, meio ambiente e trabalho, e, como muitas dessas normas coincidiam com leis já existentes ou exigiam nova legislação em diversos países – em virtude da globalização dos mercados –, os operadores do Direito (advogados, peritos legais) foram se tornando, na prática, os perfis mais envolvidos nos trabalhos de compliance.

Mas a aplicação dos parâmetros de conformidade e a difusão da ideia de “melhores práticas” não se restringem somente ao Direito, aos Controllers financeiros e à Engenharia de controle da qualidade. Outras áreas também demandam esse tipo de preocupação, estudo e ação.

É o caso da Comunicação Organizacional.

Apesar de já há algum tempo encontrarmos o termo compliance associado à função “comunicação”, o mercado carecia de uma normatização – justamente o que a presente obra propõe, fruto de estudos de mais de dez anos na busca por bens intangíveis como transparência, conduta ética e governança afeitos ao campo teórico-prático da Comunicação, fazendo frente a crises de imagem pública e a questões reputacionais cada vez mais presentes na agenda dos gestores – na área pública, no setor privado e nas entidades da sociedade civil.

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