Manual de Auditoria de Contas Hospitalares e Faturamento

Por Cleonice S. Martins

Sobre o livro

O Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) é um documento de registro eletrônico, que visa o uso coletivo da equipe, é possível de visualizá-lo em vários lugares ao mesmo tempo, além de possibilitar o armazenamento de todas as informações de saúde, administrativas e clínicas do paciente.

É um sistema abrangente que permite inserir dados rápidos, reduzir erros e padronizar os planos de cuidados. Arquiva todas as informações de forma segura, o qual pode ser acessado de forma rápida, organizada e eficiente.

Sua utilização tem disponibilizado informações sobre os pacientes em todos os setores, em qualquer momento e sua organização facilita o acesso aos dados para o controle e obtenção de dados estatísticos sobre a população atendida.

Uma vez que é obrigatório o preenchimento dos campos em branco para a gravação das informações, o registro dos profissionais se torna mais preciso e confiável, desta forma, padroniza-se o registro.

No Brasil, a Política Nacional de Informação e Informática em Saúde surgiram em 2003 após a 12ª Conferência Nacional de Saúde, a qual determinou a implementação de políticas articuladas de informação, comunicação, educação permanente e popular em saúde, ou seja, uma troca de informação eficaz, assegurando as diretrizes do SUS (Sistema Único de Saúde).

A informação em saúde está sendo informatizada, através das tecnologias que exercem as tarefas de processamento de informações, como a coleta, armazenamento, recuperação e manipulação.

A grande variedade de guias e formulários atualmente trocados entre operadoras e prestadores de serviço (hospitais, clínicas, laboratórios e consultórios) e a diversidade de softwares de gestão e de produção em saúde suplementar que não são interoperáveis levaram a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em parceria com todo o setor de saúde suplementar através do Comitê de Padronização de Informação em Saúde Suplementar (COPISS), a desenvolver o padrão de Troca de Informação em Saúde Suplementar (TISS).

Definida pela Resolução Normativa nº 114, essa padronização promoverá melhorias no atendimento aos beneficiários de planos de saúde, devido à redução do número de erros e da maior agilidade nas transações entre operadoras e prestadores de serviços.

Além disso, o padrão TISS alinha-se com a política de qualificação da saúde suplementar, tendo em vista que a padronização da informação é a base para o desenvolvimento da infraestrutura da tecnologia da informação em saúde.

A auditoria dentro do contexto hospitalar, como também em qualquer outra organização, constitui uma ferramenta de extrema importância, pois são a partir da identificação dos pontos fracos, erros, e tramites incorretos que é possível implementar ações de melhoria.

É assim uma ferramenta de gestão de extrema importância o gestor tem a ajuda para identificar possíveis erros, medir resultados, de modo a desenvolver e alcançar suas metas. Com isso, a instituição é favorecida com metas que considerem a qualidade do atendimento, e seu custo/benefício.

O objetivo da auditoria é garantir a qualidade da assistência médica prestada e o respeito às normas técnicas, éticas e administrativas, previamente estabelecidas.

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