Sobre o livro
Quem governa quando os deuses caem?
Na era antiga era o sangue que regava a terra e a única língua comum era a do ferro estilhaçado. Vendo a destruição iminente de seu próprio mundo pelas mãos de suas próprias criações, os deuses de Aldoin reestabeleceram a paz entre os povos por meio de um tratado, o tratado de Manthcinna, repassado de geração em geração para que fosse lembrado e para que o futuro visto pelos olhos dos que restaram não voltasse a se repetir.
Isole do mundo material o poder de criar a vida e cessará a sede da morte. Divida o reino dos homens e permita que suas palavras cheguem mais longe que o som de suas lâminas. Encontre a paz com aquele que pintou a terra com o sangue antigo para que as árvores não sejam manchadas.
Mantenha seus corações puros e unidos contra aqueles que lutam pelas causas do poder. O tempo será inimigo de todos e a história eternizará os merecedores.
Das águas escuras até a lua vermelha, a ira dos homens significará a ira dos deuses e a terra outrora dada voltará à posse daqueles que a renegaram repleta de morte, porque somente por meio da morte poderá ser criada a vida.
Por meio do sacrifício desses mesmos deuses uma única língua fora criada, assim a diplomacia só enfrentaria o obstáculo de seus próprios corações. Os territórios foram divididos, assim a terra poderia ser arada sem que muros precisassem ser levantados. A eternidade fora banida, fazendo com a ganância e a ambição que teimasse em florescer fossem ceifadas pelo tempo.
O caminho precisaria ser diferente daquela vez e foi por certo tempo até que os ventos do caos começassem novamente a soprar.
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