Mandinga (BRA–KET)

Por Sebastião Pinheiro

Sobre o livro

O escravagismo caía em desuso, pois outra orientação de negócios tornava-se mais interessante para os colonialistas. Mas o porto de São Mateus ainda distribuía, desde o Espírito Santo até as Minas Gerais, suas cargas fundadas sobre ignomínia e sofrimento.

Uma das primeiras e maiores propriedades da região pertence ao fazendeiro Joaquim Pedro, que percebe um formidável incremento em sua prosperidade e fartura depois que um último lote de cento e cinquenta africanos aporta em São Mateus.

Jamais ocorreria a ele, nem a ninguém, que a súbita melhoria se deve à insuspeitada presença, entre estes últimos escravizados, de uma mulher incomum.

Fanta, chamava-se. Ou assim a chamavam. Seu lar fica ao sul da ilha de Bioko. E é para lá que ela está determinada a devolver a comitiva que a acompanha.

África, retornar à África – um desígnio que se tornará projeto coletivo.

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