Sobre o livro
A história da mulher que viveu por trinta anos sem nacionalidade
Maha Mamo, hoje cidadã brasileira, foi apátrida por 30 anos. É assim que são chamadas as pessoas sem pátria, impedidas de ter uma nacionalidade e que, por consequência, têm uma vida sem os direitos básicos de qualquer outro cidadão.
Filha de sírios e nascida no Líbano, ela não poderia existir oficialmente no país em que nasceu porque a lei no Líbano diz que a nacionalidade vem do sangue e não do território. Já os pais de Maha, o pai cristão e a mãe muçulmana, fugiram da Síria porque o país proíbe relacionamentos inter-religiosos. Ou seja, Maha e os irmãos cresceram em um limbo social, sem registro, sem identidade.
Em Maha Mamo – a luta de uma apátrida pelo direito de existir, a autora conta, ao lado do jornalista Darcio Oliveira, sua complicada trajetória até a sonhada cidadania – da infância e juventude em Beirute à vida em Belo Horizonte.
Com prefácio de Sonia Bridi, o livro narra desde a chegada de Maha e seus irmãos ao Brasil, em 2014, como refugiados, até a conquista da nacionalidade. Seu ativismo, junto com o Acnur, e sua atuação como palestrante global, contribuíram para importantes mudanças nas leis do Brasil e de outros países.
Maha tornou-se um dos símbolos da campanha I Belong, que pretende acabar com a apatridia e segue na luta para que os mais de dez milhões de apátridas que existem no mundo tenham o mesmo direito.
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