Machado de Assis, uma ficção: Órfão, pobre, afro, gago e epilético
Por Clotilde ChaparroSobre o livro
Por Machado de Assis ser meu patrono na Academia de Letra e Música do Brasil, eles me pediram para escrever sua biografia. Estava na época da pandemia, eu a fiz. Ao me aprofundar, descobri aspectos fantásticos. Sua mãe faleceu quando ele tinha 10 anos e seu pai quando ele tinha 12 anos.
Como não tinha parentes, ficou só na cidade. Além disso, nunca freqüentou escola regularmente. Ainda conseguiu estudar outras línguas, sem ter professor. Resolvi então de sua biografia fazer um romance.
Quando já estava se consolidando como escritor, ele que era afrodescendente – tinha ¼ de negro, por sua avó paterna, numa época que existiam escravizados no Brasil -, além de ser epilético, gago, pobre e feio, casou-se com uma portuguesa branca, letrada, fina e muito apaixonada por ele. O casal viveu 35 anos juntos num casamento harmonioso e feliz. Andavam de mãozinhas dadas na rua e até dentro de casa.
Machado de Assis admirava muito o honrado e digno Don Pedro II. Por esse motivo, ao ser proclamada a República, seus adeptos fizeram campanha contra ele, inventando ser ele um autor chato de ler, o que perdurou entre os estudantes. Machado de Assis tem uma literatura brilhante, com um humor fino. Ele é considerado o maior escritor do Brasil, e também os países do mundo inteiro o festejam dessa forma.
Nesta obra tento resgatar sua vida e sua imagem.
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