Lutero garante a Emancipação como Princípio impulsionador da Idade Moderna: Ensaio sobre o Legado de Martinho Lutero nos 500 anos de reforma

Por António da Cunha Duarte Justo

Sobre o livro

Na palavra emancipação poder-se-iam resumir as forças condutoras que trespassam os quinhentos anos que nos conduzem até Lutero. Na Idade Média pessoa e sociedade viviam na atmosfera do nós (comunidade) à custa do eu (indivíduo); a sobrevalorização da comunidade atafegava a individualidade.

Este desequilíbrio entre o nós e o eu (sobrepotência do nós, em parte comparável ao Islão) gerou a crise espiritual do Renascimento que, especialmente com o movimento protestante, inverte as perspectivas de orientação individual, política e social, fomentando novos rumos, uma nova mundivisão.

Com os alvarás da liberdade cristã, da consciência autónoma do individuo e da igualdade de filhos de Deus, desencadeia-se uma nova era apologista do indivíduo que dá forma a toda a Idade Moderna.

A Europa, na procura de si mesma, produziu então controvérsias, perseguições e guerras que acompanhavam a deslocação do poder. Passados 500 anos a Europa encontra-se, de novo numa crise de identidade, numa encruzilhada, na procura de novos rumos e do sentido.

Neste trabalho acentuo principalmente o contributo do protestantismo no desenvolvimento da Europa.

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